A felicidade mora dentro da gente, é só saber procurar

A semana começou agitada. Logo eu que dificilmente deixava as coisas pra cima da hora, me deixei levar por domingos e feriados prolongados e preguiçosos. Não lia mais, não comia direito e acabei emagrecendo alguns quilinhos que não estavam nos planos. Todos já haviam percebido e claro, todos tinham opiniões diferentes a respeito. E a minha nunca tava boa pra quem perguntasse.

Comecei a me perguntar onde tinha enfiado todas as minhas coisas que costumo levar na bolsa. Minha casa tava uma bagunça. E minha vida? Sem comentários. Um turbilhão de pensamentos tomaram conta de mim e me fizeram mudar radicalmente. Minha cabeça dificilmente focava numa coisa só e o fato de não ter terminado de fazer meu trabalho no dia anterior, nem me preocupava mais.

O fato de ser sempre afastada e dificilmente colocar pessoas na minha vida, me fez perder momentos que seriam legais, mas que hoje não fazem mais tanta diferença assim. Me considero muita das vezes, chata. Mas nada que dois goles de vodka não resolva. Porém, o fato de ser uma bêbada divertida, não me agrada nem um pouco. Eu prefiro ser real do que fingir ser alguém por que tô com álcool na cabeça. Isso só faz de mim uma pessoa legal na hora. Depois, todo mundo esquece. Me considero, talvez, uma boa pessoa por isso. Mas não se acostume.

Depois que vi que a semana tava bagunçada, meu cabelo também e minha vida – nem se fala – resolvi observar da janela o movimento da minha rua. Aquela que nunca reparei pois quase nunca abro a janela. Sempre chego em casa a noite e prefiro ficar trancada em casa nos finais de semana. Então comecei a observar meus vizinhos. E nunca havia reparado no casal de velhinhos que moravam em frente a minha casa. 

Era um casal simpático e a senhora já era bem de idade. Eu vi o carinho com que o seu marido a tratava. Eles estavam assistindo televisão. Um daqueles programas de perguntas e respostas. Pude ver que ele se levantava sempre que ela falava alguma coisa pra ele. Vi que ele fazia das coisas mais simples as mais complicadas só pra ter um sorriso dela. E vi como aquilo era lindo. Continuei observando-os, e percebi que a vida pode sim dá uma mexidinha e buscar a felicidade lá no fundo. Por que o importante não é quantas pessoas estão do seu lado, quanto dinheiro você tem ou quantas coisas você tem. Se não tiver amor, a vida não significa muito. Amor, carinho, atenção, sorrisos… tudo isso vale muito mais a pena. 

Percebi que passava muito tempo resmungando da vida, sabe? E tem gente que não acredita, mas a nossa felicidade é só questão de ser. De ser quem é, de verdade. Então peguei o telefone e liguei para meus amigos antigos, me arrumei mais pro meu serviço e organizei meu guarda roupa. Ainda hoje lembro daquela bendita hora que tive a ideia de observar pela janela do segundo andar da minha casa e me deparar com aquele casalzinho de mais de 70 anos, me fazendo descobrir a verdadeira felicidade dentro de mim, mesmo sem nem saber. Obrigada.

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Marina Alessandra

Marina Alessandra

Colecionadora de sonhos, estudante de Psicologia e dona desse blog aqui. Amante de música boa, fotografia e pela escrita, compartilha tudo que acontece no seu dia a dia através de suas redes sociais e pelo blog em forma de postagens e vídeos. Gosta de abraços apertados e atualmente está em um relacionamento sério com a Netflix e uma panela de brigadeiro.
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6 comments

  1. Que texto mais cheio de amor! Me identifiquei muito com vários pontos que tu citou (esse da vodka é algo que eu tenho refletido ultimamente) e nossa, assim como os velhinhos fizeram contigo, tu conseguiu me fazer parar pra pensar. Obrigada!
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

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